Anderson Thives: Um carioca por merecimento

Por: Vera Maria Figueiredo Braunschweiger

O artista plástico Anderson Thives ficou
conhecido com a sua técnica de corte e colagem. Ele já faz quadro usando
imagens de personalidades bem famosas. Há mais de 10 anos cria obras com esse
tipo de técnica, tendo exposto no mundo inteiro. Com a alegria de uma criança que
descobriu a tesoura, o papel, a cola e a travessura, Anderson dá forma à
imaginação tendo como iluminação as coisas cotidianas muitas vezes.

Thives nasceu em Curitiba, mas
fixou moradia no Rio de Janeiro. Formado em Artes Plásticas e Visuais pela
Universidade Tuiuti do Paraná, ele também exerceu a função de cenógrafo e
figurinista em mais de 40 peças na área teatral, o que lhe rendeu vários
prêmios.

A colagem em papel surgiu ainda na faculdade, quando o professor pediu para os
alunos usarem uma técnica que nunca tivessem experimentado. Anderson optou pelo
mosaico em papel, e a paixão pelo processo e o resultado plástico foi tão forte
que ele não parou mais de fazer colagens. Suas principais referências são os
artistas da Pop Art como: Andy Warhol, Tom Wesselman e Richard Hamilton, mas,
trabalha com a sua própria originalidade no processo de criação.

Esse tipo de arte requer muita paciência e um olhar apurado
para encontrar nos jornais, revistas e catálogos a cor ideal para formar cada
detalhe do desenho. Esse tipo de trabalho traz um cunho social, pois ele
aproveita o materiais sem utilidades. A média de quadradinhos de papel a ser
usado é de cinco mil por obra. 

Anderson tem um estilo pop contemporâneo e um gosto pela cultura das imagens
específica, direta e fácil de assimilar. As colagens apresentam um visual
colorido, alegre, vibrante.

Segue o bate-papo que o Retratorio fez com o artista:

Retrato
Rio:
Apesar de ser Curitibano de nascimento, porque escolheu o Rio de Janeiro
para morar e desenvolver seu trabalho?

Anderson
Thives:
Fui escolhido. Curitiba é meu berço, mas depois de fazer todo o
circuito de galerias de lá, meu trabalho foi para fora do país. E a primeira
cidade, na volta, foi o Rio. Me apaixonei, e fiquei.

RR: O que é
ser Carioca pra você?
Anderson: É
conseguir rir de si mesmo. Trabalhar o dia todo e ainda sair pra “sambar”. É a
mistura de classes na areia, É a alegria e despojamento. Pra mim, a principal
característica de ser carioca, é ser feliz.  

RR: Você se
considera um Carioca de coração?

Anderson: Totalmente.
Corpo, alma e coração.

RR: Na sua
opinião, o que é a cara do Rio? Pode ser um lugar, um prato, um drink, uma
expressão….
Anderson: O
Arpoador. Quando vejo aquilo ali, automaticamente agradeço por morar no Rio.

RR: Você já
viveu algo marcante no Rio? E isso só aconteceu porque você estava no Rio?

Anderson: Diariamente,
coisas incríveis acontecem pra mim. E isso, porque eu estou no Rio.

RR: O que
te impressiona mais no Rio?
Anderson: A
dobradinha pessoas X paisagem… Como combina…

RR: O que
mais te cativou nos Cariocas?

Anderson: A
simpatia

RR: Para o
Rio ser realmente a Cidade Maravilhosa, o que você faria?
Anderson: Faço
a minha parte, mas se eu tivesse esse poder, acabaria com a violência.
Investiria na educação, que é base de um mundo melhor.

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