Ativista do feminismo negro Lélia Gonzalez é a homenageada do Projeto Memória

Lelia em manifestação | Foto: Divulgação

Cong. Afro Recife | Foto: Divulgação

Lélia Gonzalez

No Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro (RJ),
terça-feira, 24/02, acontece o lançamento da nova edição do Projeto Memória da
Fundação Banco do Brasil que em parceria com a Rede de Desenvolvimento Humano
(Redeh) e Brasilcap, presta homenagem à feminista negra Lélia
Gonzalez
.  

Historiadora, antropóloga e filósofa, autora de livros e
diversos artigos, Lélia Gonzalez foi uma das fundadoras do Movimento Negro
Unificado
(MNU). Educadora, ativista e intelectual de destaque seu pensamento
contribuiu para a formação de uma consciência crítica em relação aos
preconceitos que mantêm mulheres negras em desvantagem na sociedade. A
homenageada nasceu no dia 1º de fevereiro de 1935, em Belo Horizonte, e morreu
aos 59 anos, em 1994, no Rio de Janeiro.

Para José Caetano de Andrade Minchillo, presidente
da Fundação BB, a iniciativa contribui para a preservação da memória cultural
brasileira. “Com esta edição do Projeto Memória a instituição presta justa
homenagem à Lélia Gonzalez e sua obra em prol das igualdades sociais de gênero
e raça” afirma.

Além do presidente José Caetano, o evento conta com a
participação do presidente da Fundação Palmares do Ministério da Cultura,
Hilton Cobra; da coordenadora executiva da Redeh, Schuma Schumaher; do diretor
administrativo e financeiro da Brasilcap, Marcos Moreira; do gerente geral da
Unidade Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil, Rodrigo Nogueira; do
economista Rubens Rufino, filho de Lélia Gonzalez;  familiares e amigos da
homenageada e representantes de movimentos sociais.

Materiais didáticos – O Memória elaborou 20 réplicas da
exposição Lélia Gonzalez; 4 mil kits biblioteca (composto por livro
fotobiográfico, DVD do documentário e caixa para acondicionar o material); 4
mil kits pedagógicos (composto por dois almanaques históricos e caixa para acondicionar
o material); e o website da homenageada, que ficará hospedado no portal do
Projeto Memória com todos os materiais disponíveis para download.

A distribuição dos produtos está a cargo da parceira na
iniciativa, a Rede de Desenvolvimento Humano. “As réplicas da exposição serão
distribuídas para organizações do movimento negro, comprometidas com a
superação do racismo e  das desigualdades sociais e que tenham
endereço fixo“, adianta Schuma Schumaher, Coordenadora Executiva da Redeh. 

Os kits biblioteca serão, prioritariamente, encaminhados
para organizações do movimento negro, núcleos de pesquisas sobre relações
raciais das universidades, redes e organizações não governamentais voltadas
para a superação do racismo, associações de comunidades quilombolas,
comunidades de terreiro e entidades afins.

Já os kits pedagógicos serão distribuídos em eventos locais,
previstos para acontecer durante o 1° semestre de 2015. “A agenda dos
lançamentos nos estados está sendo construída com organizações da sociedade civil,
mecanismos de políticas de promoção da igualdade racial, mecanismos de
políticas para as mulheres e secretarias de educação. Para esses eventos, que
contará com debates sobre a temática das desigualdades de gênero e raça, serão
convidados os movimentos sociais, comunidade escolar e entidades afins”,
esclarece  Schuma.

Memória – Realizado pela Fundação BB desde 1997, o
Projeto Memória é uma tecnologia social de educação que visa difundir a obra de
personalidades que contribuíram significativamente para a transformação social,
a formação da identidade cultural brasileira e o desenvolvimento do país. O
objetivo é resgatar, difundir e preservar a memória cultural brasileira por
meio de homenagens a personalidades que contribuíram para a transformação social
e para a construção da cultura nacional.

Em edições anteriores já foram homenageados nomes como o
poeta Castro Alves, o escritor Monteiro Lobato, o jurista Rui Barbosa, o
navegante Pedro Alvares Cabral, o presidente Juscelino Kubitschek, o
sanitarista Oswaldo Cruz, o sociólogo Josué de Castro, o educador Paulo Freire,
a feminista Nísia Floresta, o líder da Revolta da Chibata João Cândido, o
Marechal Rondon e o poeta Carlos Drummond de Andrade.

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