‘O Estranho Caso do Cachorro Morto’ estreia no Rio com adaptação de Moacyr Góes

Moacyr Góes e Mark Haddon

Uma das mais premiadas encenações de 2013 na Inglaterra, detentora de sete prêmios Olivier (incluindo melhor peça e melhor
direção), chega ao Rio a adaptação
do best seller lançado em 2003 por Mark
Haddon
.

Com estreia no dia 10
de abril, no Teatro Leblon (Sala
Marília Pêra), com a direção de Moacyr Goes, “O Estranho Caso do Cachorro Morto
aborda as delicadas questões do autismo.

No elenco, Thelmo Fernandes, Sabrina Korgut, Silvia Buarque,
Leon Góes, Rafael Canedo, Carla Guidacci, Eduardo Rieche, Ricardo Gonçalves,
Paulo Trajano e Fabiana Tolentino.

Christopher Boone tem quinze anos e mora numa pequena cidade
da Inglaterra com seu pai, o encanador Ed. Ele não gosta de ser tocado – reage
com estridência e angústia – e se expressa demonstrando um raciocínio literal.
Certa manhã, ele é encontrado, imóvel, ao lado do cão de sua vizinha, a Sra.
Shears. O animal havia sido morto a golpes de forcado e, num primeiro momento, o
rapaz é acusado do crime. O desejo de solucionar o mistério do cão assassinado,
descobrindo seu autor, vai dar a partida nos acontecimentos que conduzem Christopher,
e o público, a muitas e inesperadas descobertas.

Lançado em 2003, o livro de Mark Haddon (no original, The
Curious Incident of the Dog in the Night-Time), transformou-se rapidamente em best
seller
(foi lançado no Brasil pela Ed. Record e está esgotado). Dez anos
depois, sua adaptação para o teatro – assinada por Simon Stephens – arrebatava
sete prêmios Olivier, o mais importante do teatro inglês: melhor diretor,
melhor peça, melhor ator e atriz coadjuvante, além dos prêmios de som, luz e
cenário. Foi o grande vencedor de 2013.

 Ganhei o livro tempos atrás e fiquei fascinado pela
história
”, conta Moacyr, que adquiriu os direitos da adaptação teatral. A
tradução foi feita por Rodrigo Fonseca

Aliás, o tema veio ao encontro do meu
fascínio antigo pelo autismo, uma questão sobre a qual adoro ler e estudar, na
medida em que faz o questionamento da individualidade, do acesso à educação, da
convivência com as diferenças
”.  

Exato
como o autor do livro, Mark Haddon, declara em entrevista ao jornal The
Guardian: “É um romance
sobre a diferença, e não sobre a condição. Vamos sendo colocados diante de um
mundo despreparado para o convívio com as individualidades e permeado de meias
verdades
”.

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